quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O nosso Pai de amor é Deus de toda consolação!


Orarás naquele dia: Graças te dou, ó Senhor, porque, ainda que te iraste contra mim, a tua ira se retirou, e tu me consolas.Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, porque o Senhor Deus é a minha força e o meu cântico; ele se tornou a minha salvação.Vós, com alegria, tirareis água das fontes da salvação.Direis naquele dia: Dai graças ao Senhor, invocai o seu nome, tornai manifestos os seus feitos entre os povos, relembrai que é excelso o seu nome.Cantai louvores ao Senhor, porque fez coisas grandiosas; saiba-se isto em toda a terra.Exulta e jubila, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti (Isaías 12:1-6).
           
            A despeito de inexplicável, por experiência da nossa alma, já sabemos que o cuidado de Deus por nós é “assombrosamente maravilhoso” e está fundamentado no Seu caráter Onisciente, Onipotente, Onipresente, Sábio, Soberano, absolutamente Bondoso e Misericordioso e, se manifesta em nosso favor de maneira protetoral, provisional e consolativa, o que nos dá segurança e nos faz descansar nEle.
            Saber que Deus, o nosso Pai de amor é bom e misericordioso, que bondade e misericórdia sempre (eternamente) farão parte de Seu ser, e que nós, Seus filhos, sempre seremos alvos dos Seus cuidados, não por nós, mas por Ele mesmo, é extremamente consolador, contudo, a Bíblia além de nos revelar um Deus que nos protege e que nos sustenta (supre as nossas necessidades), apresenta-nos um Deus que nos consola, que nos envolve em “seus braços”, que enxuga dos nossos olhos todas as lágrimas e que nos ajuda em nossas dores e sofrimentos.
            Não sabemos por que Deus cuida de nós, mas sabemos que Ele cuida!
            Entretanto, a Bíblia nos alerta sobre o inexorável fato dos sofrimentos, aflições, tribulações, privações e provas e, enfaticamente diz: “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas” (Salmos 34.19).
            A Bíblia tem muito que dizer sobre os sofrimentos e, de forma geral, na maioria dos casos, de forma positiva. Embora, a disposição religiosa prevalecente não seja favorável à doutrina do sofrimento, precisamos entender que tal assunto recebe tratamento especial nas Escrituras, por isso, não pode ser tratado com displicência ou leviandade, como algo de somenos importância. Tal doutrina merece reverente e cuidadosa atenção dos filhos de Deus.
            Desde o primeiro choro ao nascer, até ao último e angustiado suspiro, a dor e os sofrimentos, de alguma forma ou intensidade, seguirão os passos dos seres humanos. A despeito do credo religioso, todos, nesta vida, estão sujeitos aos mais variados tipos de sofrimentos (perdas, explorações, pesares incontáveis, decepções, frustrações, separações, traições e dores, etc...). Ademais, existem os sofrimentos que são conhecidos (experimentados) somente pelos cristãos. É o sofrimento voluntário, a que o cristão se sujeita consciente e deliberadamente por amor a Cristo (2ªTm 2:8-9).
            Sendo assim, ser-nos-á recompensador saber o que Deus nos ensina nas Escrituras sobre os sofrimentos, bem como, que Ele sempre nos conforta em meio às tormentas. O nosso Pai de amor nunca fica alheio à dor dos Seus filhos, como expressou o poeta: “Não penses que um suspiro possas dar que o teu Criador não esteja bem a par; não penses que à tua lágrima de dor perto de ti não esteja o teu Criador”.
            Nesta oportunidade estudaremos sobre o cuidado consolativo de Deus: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação [...]” (2ª Coríntios 1:3-4).
            O texto paulino revela-nos o velho apóstolo exaltando a Deus por ser Ele “Pai de misericórdias e Deus de toda consolação”. A despeito de todas as tribulações, angústias, sofrimentos e até mesmo o desespero, Paulo exalta a Deus que em todos os momentos o cobriu com a Sua terna consolação.
            A palavra CONSOLAÇÃO (do grego“Parakletos”) significa “encorajamento”, “exortação”, “consolo”, “socorro”, “colocar-se ao lado de”.Em apenas cinco versículos (2ª Co 1:3-7),esta palavra em suas várias declinações aparece 10 vezes. Isto mostra que a intenção do apóstolo era deixar claro que o nosso Pai é “Deus consolador”, visto que, em sua visão, a vida cristã envolve sofrimento e a consolação de CRISTO.
            Com a mesma convicção do salmista no Salmo 94:19 (“Nos muitos cuidados que dentro de mim se multiplicam, as tuas consolações me alegram a alma”), Paulo ensina que as aflições abundantes são contrabalançadas por um consolo transbordante (Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo” - 2ª Co 1:5).O apóstolo aprendeu, nas suas muitas aflições, que nenhum sofrimento, por severo que seja, poderá separar o crente dos cuidados e da compaixão do seu Pai celeste (Rm8:35-39).
            Em 2ª Co 1:6, o apóstolo diz que o propósito das tribulações se relaciona com o nosso“consolo” e “salvação”. Entendendo assim, aprenderemos a louvar a Deus em todas as situações de nossas vidas. O consolo e a salvação de Deus se manifestam no momento em que aceitamos os Seus desígnios, mesmo quando não os entendemos. “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2ª Co 12:9). Samuel Rutherford (pastor e teólogo escocês, membro da Assembleia de Westminster – 1643) dizia: “louvai a Deus pelo martelo, pela lima e pela fornalha”.
            “…o Deus de toda consolação”.Todos os nossos confortos vêm de Deus, isto é, a ajuda e o conforto que desejamos estão nEle. Contudo, não podemos nos esquecer de que o consolo com que Deus nos consola, serve de experiência que nos capacita a consolar os outros (2ª Co 1:4).
            Deus sempre nos conforta, isto significa que:sempre nos encorajará nos momentos difíceis; sempre nos socorrerá  nas provas e tentações (Sl 38:22; 40:13 e Hb 2:18); sempre nos consolará nas dores e angústias.
            É por demais gratificante, saber que o nosso Pai de amor sempre nos consola. O crente, impreterivelmente, passará por muitas aflições, provas e tentações, mas o Senhor sempre o ajudará a enfrentá-las(HNC 165).Deus não nos deixa sós!"Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes" (Rm12:12).
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá

Jeová-Jireh sempre estará contigo, não temas, nada te faltará!


“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais [...]pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração” (Atos 17: 24-25, 28).

                Sabemos que o nosso Pai de amor “sempre estará conosco, nunca nos deixará”. O cuidado de Deus por nós, indiscutivelmente, é algo estupendo, contudo, inexplicável! Somos obrigados a concordar com o rei Davi quando disse: “Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim:é sobremodo elevado, não o posso atingir” (Sl 139:6).
                Oinexplicável cuidado de Deus por nós ultrapassa a nossa compreensão e imaginação, contudo, é perfeitamente experimentável. Não podemos explicar o cuidado de Deus por nós, mas podemos experimentá-lo. “[...] as tuas obras são admiráveis,e a minha alma o sabe (“conhecer, distinguir, saber por experiência, estar familiarizado”) muito bem” (Sl 139:14).
                Não sabemos por que Deus cuida de nós, mas sabemos que Ele cuida. O cuidado de Deus, o nosso Pai de amor, se revela em nosso favor de maneira protetoral (nos protegendo, estando sempre conosco, nunca nos deixando e/ou abandonando, sempre nos guiando por “caminhos seguros”), como diz o escritor da carta aos hebreus: “[...] porque Ele mesmo disse: “Eu nunca te deixarei (“eu nunca relaxarei o cuidado, nunca desistirei, não deixarei afundar”) e jamais te abandonarei” (“jamais deixarei para trás”); de maneira provisional (como Deus da Provisão, não deixando nada nos faltar); de maneira consolativa, confortando e encorajando os Seus filhos. Em todos os casos, o cuidado de Deus fundamenta-se no Seu caráter Onisciente, Onipotente, Onipresente, Sábio e Soberano, bem como, em Seus atributos de Bondade e Misericórdia. “O SENHOR é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno” (Sl.103:8).
                Como o poeta sacro, podemos dizer: “Não sei por que de Deus o amor, a mim se revelou, por que Jesus, meu salvador, na cruz me resgatou. Mas eu sei em quem tenho crido, e estou bem certo que é poderoso, e guardará, pois, o meu tesouro até ao dia final” (Hino 105 HNC).
                Não há nenhum esforço na Bíblia para produzir provas da existência, essência, natureza e personalidade de Deus. O Deus da Bíblia é o Deus que se auto revela, que age, que comunica Sua vontade, que escolhe, protege e salva os escolhidos. O Deus da Bíblia é o “Deus da experiência, não da especulação”. É o Deus daCriação, da providência, da eleição, da redenção, da justificação e da consumação.É Deus ‘uno’ e ‘trino’ (‘triúno’) na mesma divindade e ao mesmo tempo. É imutável e sempre agirá conforme o Seu ser e, portanto, nunca falhará! É Deus absoluto, inidentificável, indefinível, indecifrável einescrutável, contudo, se revelou nas Escrituras com váriosnomes, por meio dos quais, podemos saber muito sobre o Seu ser e sobre como se relaciona com a Sua obra.
                Nesta pastoral veremos o cuidadoprovisional de Deus, a revelação de Deus como “YahwehJireh” (Jeová-Jireh), o Deus da provisão (o Senhor provê).
                Abundantemente a Bíbliamostra provas incontestáveis da manifestação do Deus da Providência. Ele tem tudo sob o Seu controle (Sl 104), Deus sustenta todos os seres vivos que habitam sobre a terra, nos rios e nos mares. Todos dependem do Seu sustento (Sl 104.21 e 27-29).
                Deus criou o homem, governa soberano sobre ele e o sustenta desde o ventre da sua mãe, conforme muito bem entendeu o salmista: "Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe" (Sl 71:6). O Deus Todo-Poderoso é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas, sejam bons ou maus, justos ou injustos (Is 46:3-5; At 17.24-25; Mt 5.45).
                Na visão do profeta Isaías, o nosso Pai de amor, é o Deus que sustenta, ajuda e salva: “Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo [...]não te desampararei.[...]para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso, e o Santo de Israel o criou”. (Is. 41:9, 10,13,17-20).
                 A bondade e a misericórdia de Deus são os dois atributos básicos exaltados por Davi no salmo 103, para expressar o amor providencial de Deus. Os Salmos 103 e 104 são considerados peças gêmeas e juntos louvam ao bondoso e misericordioso Deus como oDeus da provisão”, como o Pai de amor que sempre cuida de nós.
                Certo da absoluta e infalível providência de Deus, Jesus incentivou-nos a descansar n’Ele (Mt 6:25-34). Na oração dominical ensinou: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;o pão nosso de cada dia dá-nos hoje [...]” (Mt 6:9-13). Uma das grandes lições desta oração está no fato de que o majestoso Deus que domina todo o universo, também se preocupa com as nossas necessidades e nos ensina a suplicar-lhe por elas. Nesta oração está claro a certeza da providência de Deus, bem como a necessidade de estarmos sempre atentos a este fato, certos de que o Senhor cuida de nós dia após dia (Sl 37:25). “A maior de todas as misérias é desconhecimento da providência de Deus; e a suprema bem-aventurança é conhecê-la” (Calvino).
                Paulo ratificou essa certeza quando disse: “o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Fp 4:19). Corroborando com a mesma certeza o apóstolo Pedro completa: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós(1Pe 5:6-7).
                Não sei por que Deus cuida de mim, mais sei que Ele é o meu Pastor e nada me faltará! (Sl 23).


Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ESTÁ ANSIOSO? VAI ORAR.



“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4: 6-7).


                A maioria das pessoas experimenta ou já experimentou ansiedade em algum momento de sua vida, assim como o nervosismo, ao antecipar uma situação da sua vida real, embora isto seja considerado normal. Porém, se a pessoa não consegue se livrar de preocupações que se tornam indesejáveis, ou se as sensações de ansiedade chegam ao ponto de atrapalhar as atividades cotidianas, ela está sofrendo de transtorno de ansiedade generalizada.
                Entre os sintomas desse transtorno estão; preocupação exagerada, tensão emocional, irritabilidade, pressão alta, entre outros. Embora algumas pessoas não percebam que estão ansiosas, isto  poderá se agravar, tornando um Transtorno Obsessivo Compulsivo.
                Estamos vivendo momentos de grandes conflitos, sejam sociais, familiares e/ou profissionais, assim como, uma corrida desenfreada ao consumismo, ao ativismo, trazendo insegurança, medo de perdas econômicas, o que também, leva à inversão de valores, dando muita importância ao “TER” em detrimento do “SER”. Tudo isto são apenas alguns exemplos do que vem acontecendo no presente século e prejudicando cada vez mais a saúde da humanidade.
                Aqueles que se envolvem no ativismo exagerado, não conseguem administrar o tempo, quando se refere ao tempo “χρονος”– “chronos”(palavra grega significando o tempo dos relógios, o tempo cronológico, o tempo que é mensurável). É este tempo que leva o ser humano ao “stress”, tornando-o escravo (do chronos”) e condenando-o a viver “enclausurado no cárcere de suas emoções e tensões”.
                O nosso organismo não é uma máquina que pode ser controlada pelo tempo chronos”, mas sim, pelo tempo “καιρος” – “kairos”, que é o tempo em relação aos valores sociofamiliares, à qualidade de vida, ao tempo dispensado à família, aos amigos, ao lazer e, principalmente, aos momentos especiais com Deus, colocando–se diante dEle com orações, petições e súplica com ações de graça, buscando um equilíbrio físico, emocional e espiritual, estruturas que precisam estar em harmonia, para que o ser humano possa ser o gestor de suas próprias emoções, da sua qualidade de vida.
                Se alguém se enquadrar em algumas dessas situações, o seu tempo está sendo mensurado pelo chronos”, e o seu organismo que não é uma máquina, passará por um processo de descompensação e entrará em colapso e/ou depressão, sendo mais um com propensão ao “Transtorno Obsessivo Compulsivo” (TOC). Separe um tempo KAIROS, para se dedicar à Deus, à sua família, ao lazer, aos amigos.
                Nosso corpo precisa de alimento material todos os dias, para se fortalecer, assim também o nosso espírito precisa do alimento espiritual todos os dias. Por isso, troque o seu tempochronos”pelo kairos”e mantenha-se estruturado tendo uma melhor qualidade de vida, e será como uma “árvore plantada junto a corrente de águas,que, no devido tempo, dá o seu fruto,e cuja folhagem não murcha;e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Sl 1:3).
1ª Pedro 5:7.
Alinor Ferreira de Almeida

O Deus grande das pequenas coisas


            Gastei vários anos de minha vida pensando que Deus queria que eu fizesse grandes coisas. Eu fazia as pequenas coisas também, mas tendo em vista que chegaria o dia em que faria grandes coisas.
                Queria ser uma grande mulher usada por Deus como as mulheres da Bíblia, como as mulheres dos grandes missionários. Era isso que eu queria. No entanto, passei meus primeiros anos de ministério limpando bumbuns (3 filhos menores de dois anos), trocando fraudas, preocupada com o que fazer para alimentar bem a minha família. E a roupa suja que nunca acabava? E a casa que nunca se mantinha limpa? E os crentes que tinham que ser consolados, ouvidos, animados e doutrinados? Eu só tinha tempo para clamar a Deus, cuidar dos meus filhos e um pouco da casa. Não dava para trabalhar fora. Mas tudo bem, um dia eu seria uma grande mulher.
                Mas depois de 10 anos de ministério, descobri que não havia feito nenhuma grande obra. Nada que merecesse uma menção honrosa, nenhum prêmio, nada... Eu continuava sendo uma pessoa comum.
                Veja bem as coisas, as pequenas coisas que eu fazia: hospedava muita gente e recebia outros para refeições, visitava pessoas enfermas, orava e intercedia pelas pessoas e por motivos que não compreendia, dava aula para crianças e para casais na Escola Dominical, reservava um tempo com Deus, orava com e pelos meus filhos, aconselhava o pastor, meu marido, era sua amiga inseparável apoiando seu ministério. Preocupava-me pelo futuro dos meus filhos, buscava ser uma boa mãe, compreensiva, acolhedora, disciplinar sem ira, responsável e dar bom testemunho. Buscava ser uma boa esposa, não envergonhar meu marido, respeitá-lo, amá-lo, cuidá-lo. Orava pelos meus vizinhos, amigos e família. Buscava mostrar misericórdia, ser amorosa e ética. Tudo coisa comum, que todas nós fazemos. Nada que me convertesse em famosa. Ah, houve um tempo em que queria ser escritora. Escrever livros que arrancassem lágrimas das pessoas e que as ajudassem ver quão grande pessoa era eu.
                Depois de 25 anos de ministério há algumas coisas que, de tanto Deus repetir, acabei aprendendo:
- As pequenas coisas são o nosso dia a dia;
- As pequenas coisas são mais difíceis de se ver e, por isso, mais difíceis de serem feitas cotidianamente;
- As pequenas coisas são mais difíceis de serem reconhecidas e aplaudidas;
- As pequenas coisas exigem disciplina e continuidade;
- As pequenas coisas exigem anonimato.
                Mas as pequenas coisas são coisas que transformam vidas, são o toque do amor de Deus na vida das pessoas. Tenho aprendido através do evangelho a dar importância aos pequenos atos de amor que o Senhor quer que manifestemos dia a dia: "pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram" (Mt 25.35-36). Jesus neste texto fala das pequenas coisas cruciais para um ser humano manter-se vivo: alimento, água, casa, abrigo, roupas, hospedagem, cuidados, companhia e aceitação. Jesus falou dessas necessidades porque ele as sentiu na pele e se identifica com os necessitados. Por isso, a pergunta e o assombro dos justos: "Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?" (Mt 25.37-39). Jesus surpreende seus interlocutores se pondo no lugar dessas pessoas que recebem os pequenos atos de amor, as pequenas coisas: "O que vocês fizerem a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram" (Mt 25.40).
                Você também se sente como eu que só faz pequenas coisas? Na verdade, o Deus criador de todo o universo se preocupa com os pequenos e cotidianos atos de cuidados e amor. Portanto, para fazer pequenas coisas temos que nos sentir pequenas mulheres, porque necessitamos de humildade e perseverança para fazer pequenas coisas. E isso para Deus é grande, porque são atos prestados diretamente a pessoa de Jesus.

Rosa Maria de Oliveira del Pino
Missionária da APMT  em Torrelodones - Espanha
Esposa do Rev. Carlos del Pino - E-mail: revdelpino@gmail.com

Fonte: http://www.apmt.org.br/

SERVIR É O NOSSO SERVIÇO...

“[...] e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos, pois, o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc. 10:42-45).


            Nesta pastoral, estudaremos a última seção dos mandamentos recíprocos, que trata dos imperativos divinos para o serviço cristão, a saber (dentre outros): “sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5.13); “levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2); “sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração.Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4.7-10); “sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.32); “Orem uns pelos outros” (Tg 5.16).
            A Bíblia não economiza exortações e admoestações quanto ao serviço cristão. Ser servos uns dos outros é um dos maiores privilégios da graça salvadora de Cristo para os verdadeiros crentes. Somos servos e o nosso principal serviço é servir!
            Na realidade a missão da Igreja no mundo é ser como Cristo em tudo. Jesus foi o primeiro missionário e toda a nossa missão emanadEle. Esta é a maravilhosa verdade da encarnação. Deus se fez homem! “O Verbo se fez carne habitou entre nós”.
            Jesus não cumpriu a sua missão de longe, Ele se encarnou, se identificou com os homens e viveu como homem, no meio dos homens e é assim que ele nos envia. Enviados por Ele somos também homens no meio dos homens.
            Assim sendo, se a Igreja quer levar às últimas consequências o exemplo de Cristo na encarnação, tem que pregar e viver uma mensagem pertinente, absolutamente comprometida com a Bíblia e, nesse sentido, cumprir o seu papel de ser uma comunidade de homens no meio dos homens é uma questão de entrega e serviço (Mc. 10:42-45).
            O amor de Deus não se conhece somente na encarnação de Cristo, em sua vinda para morar entre os homens. “O caminho da exaltação que dá a Cristo o domínio final, passa pela humilhação e pelo sacrifício da cruz”. Há um caminho semelhante para o discípulo de Cristo, para o enviado de Cristo (1Jo 3: 16-18).
            A entrega e o serviço têm, quase sempre, um caráter sacrificial. Não se trata de esperar que nos sobre para dar ou para servir. Trata-se de dar a própria vida, aquilo que é parte de nós. “Gastar-se” em linguagem paulina (2Co 12:15).
            Este caráter sacrificial do serviço é parte da maturidade espiritual que devemos aspirar. O serviço cristão não é optativo, não é algo que podemos fazer se quisermos. É a marca da nova vida. Se somos de Cristo, temos que ter o espírito de serviço de Cristo, não há em nós mais espaço para o egoísmo. Nossa nova atitude é a evidência da nossa experiência espiritual. “Creio no que vivo e vivo o que creio”!
            A vida nova com Cristo significa uma atitude nova diante de Deus e do próximo, uma nova maneira de ver as pessoas e as coisas. O novo homem em Cristo Jesus, não é mais “lobo do homem”, egoísta e interessado em sua própria felicidade, seu próprio bem-estar, sua própria “salvação”.
            Como servos de Cristo, temos que nos aprofundar mais na dimensão total da mudança que Ele operou em nós. Nosso evangelho será falso se após o encontro com Cristo (a conversão), nossa vida não for caracterizada pelo espírito de serviço e de sacrifício.
            Ser servo uns dos outros, exige abnegação, humildade, coragem, desprendimento, altruísmo, voluntariedade, e, muitas vezes, abrir mão das conveniências pessoais e circunstanciais, em função das necessidades do outro (irmão/próximo).
            Na cruz, Cristo carregou a carga mais pesada do mundo, a carga dos pecados de toda a humanidade e, na plenitude dos tempos, ainda estende a todos o Seu convite: "Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei".
            Segundo o apóstolo Paulo, como servos de Cristo, temos que agir como Ele e “levar as cargas uns dos outros”. Na visão de Lutero, os cristãos precisam ter ombros fortes e ossos robustos, para poderem colocá-los sob as cargas pesadas daqueles que estão gemendo e não conseguem suportá-las.
            Cristo já carregou a nossa carga, agora é a nossa vez de carregar as cargas uns dos outros, “assim, cumpriremos a Sua lei”.
            À luz da Bíblia, “a vida de servo é a maior razão do cristianismo”. Servir é o nosso serviço!(Gálatas 6:9).
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá


SENDO EDIFICADOS PARA EDIFICAR...

Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças. Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo” (Colossenses 2:6-7 e 1 Tessalonicenses 5:11).

            Seguindo com as nossas pastorais sobre os mandamentos recíprocos, mais uma vez encontramos no Novo Testamento, uma profusão de ensinamentos voltados aos compromissos mútuos dos crentes, tendo como pano de fundo a preocupação de Deus em relação à qualidade (profundidade, extensão e comprometimento) dos relacionamentos entre os membros da “Sua família”.
            Deus sempre conheceu, em sua totalidade, os problemas e desafios inerentes aos relacionamentos humanos, aliás, Ele nos criou seres humanos relacionais, por isso, a Bíblia é rica em ensinamentos nesta área.
            Sabemos que Deus nos edifica pela Sua Palavra e, em sendo edificados, somos desafiados a nos tornarmos edificadores dos outros.
            Na visão do apóstolo Paulo, um dos propósitos do ministério da Palavra é o “aperfeiçoamento dos santos para o serviço” e a consequente “edificação do corpo de Cristo”, por isso disse: “deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros [...] Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4:25-32).
            Tendo essa orientação paulina como pano de fundo, à luz dos demais ensinamentos neotestamentários podemos dizer que edificaremos uns aos outros quando: 1). Ensinarmos uns aos outros (Cl 3:16); 2). Encorajarmos uns aos outros (Hb3: 13); 3). Aconselharmos e Admoestarmos uns aos outros com graça em nossos corações (Cl 3:16).
            Essa seção de mandamentos recíprocos visa fortalecer os relacionamentos entre os crentes e, por conseguinte, promover o crescimento e a edificação do “corpo de Cristo”. De fato, as dificuldades interpessoais existem, e quando não são administradas à luz da Palavra, causam danos e deterioram os relacionamentos pessoais na Igreja. Na maioria das vezes, o estresse e as dificuldades interpessoais vêm do nosso desejo de “morder e devorar uns aos outros” (Gl5: 15 - morder” é uma metáfora significando: “ferir a alma, cortar, lacerar, atormentar, despedaçar com repreensões”). “Aqueles que tomam parte em fofocas e calúnias tendem, eles próprios, a ter problemas (sentimentos de inferioridade, necessidade de ser notado, desejo de controlar ou ter poder e outras inseguranças). Essas pessoas precisam de ajuda para abandonar esse modo nocivo de lidar com seus conflitos internos”.
            Quando Paulo diz: “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente”, está exortando-nos à prática baseada na Palavra. Quando a Palavra de Cristo habita em nós de um modo abundante, certamente, os nossos relacionamentos serão moldados por ela. Por conseguinte, devemos sempre usar palavras edificantes, cheias de graça, e aplicá-las a nossa própria vida e aos nossos relacionamentos interpessoais. Por isso, devemos “seguir as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros” e assim, ‘edificar-nos-emos reciprocamente’ (Rm 14:19 e 1Ts 5:11).
            Em momento algum o crente pode esquecer que, especialmente, quando se trata de relacionamentos interpessoais, a lei da reciprocidade é absoluta e extremamente clara, ou seja, como disse Jesus: “com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também” e mais, “tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7: 2, 12). “Esse princípio pode ser considerado uma joia inestimável para os relacionamentos sociais. É positivo, está baseado no amor, é universal e estende a lei de Deus acima e além da lei humana”. Quem leva a sério esta ‘regra áurea’ beneficia os outros e a si próprio.
            Tiago afirma que “todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito e capaz de refrear também todo o corpo”(Tg 3:2). Creio que de um coração onde a Palavra de Cristo habita abundantemente, cheio do Espírito Santo e da Graça de Deus, dificilmente sairá alguma palavra torpe.
            Deus nos edifica para edificarmos uns aos outros (2Co 1:4) por meio de ensinamentos, encorajamentos (estímulos positivos), aconselhamentos e admoestações, sempre baseados e motivados pela graça. Portanto, somos a família de Deus, sendo edificada para edificar!
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá

SERVOS POR AMOR!


O amor é [...] não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba...” (1 Co 13:4-8)

            A segunda seção dos mandamentos recíprocos trata dos mandamentos expressos na forma negativa e, de maneira geral, apresenta os deveres dos crentes no sentido de protegerem o Corpo (de Cristo – a Igreja) de vários males que aborrecem a Deus, poluem e infectam toda a comunidade. São males que funcionam como fermento maldito que, independentemente da quantidade, leveda a massa inteira.Na realidade tratam do testemunho que os crentes devem evidenciar, como servos do amor.
            Visto ser a reciprocidade indispensável para preservação da unidade dos diferentes, o cumprimento dos mandamentos recíprocos se torna condição precípua para o testemunho cristão. Podemos dizer que ao cumprir tais mandamentos, o crente manifesta o fruto do Espírito.
            Visando preservar a Igreja (Corpo de Cristo) de males que engendram contendas, o Novo Testamento nos apresenta os seguintes mandamentos recíprocos expressos na forma negativa: “Não julgueis uns aos outros” (Rm14:13); “Não faleis mal uns dos outros” (Tg 4:11); “Não vos queixeis uns dos outros” (Tg 5:9); “Não vos mordeis e devoreis uns aos outros” (Gl 5:14,15); “Não vos provoqueis uns aos outros” (Gl 5:25,26); “Não tenhais inveja uns dos outros” (Gl 5:25-26); “Não mintais uns aos outros” (Cl. 3:9-10). Todos esses mandamentos se tornam uma consequência na vida daquele que ama e, são plenamente cumpridos quando somos “transparentes uns aos outros” (Tg 5:16) e “perdoamos mutuamente uns aos outros” (Ef. 4:32).
            Nossos relacionamentos podem mudar para melhor a partir da nossa decisão de observar com alegria o que Deus está mandando em Sua Palavra. E Ele por Sua graça, há de nos capacitar a termos relacionamentos vitoriosos e amizades duradouras.
            Sabemos que é propósito eterno de Deus que esses relacionamentos sejam autênticos entre os membros da Sua família. Daí a grande relevância dos mandamentos recíprocos.
            Sem dúvidas, quando não cumprimos os mandamentos acima apresentados, certamente, expomos o Corpo de Cristo e, em todas as circunstâncias, cometemos pecado, poluímos e infectamos a comunidade.
            Por exemplo, em nenhum lugar na Bíblia, Deus nos autoriza a julgar o nosso irmão, pelo contrário, tal prerrogativa é exclusiva dEle, que é justo e santo. Parafraseando Calvino, por causa do orgulho que muitas vezes domina o coração do homem, ele se torna excessivamente indulgente para com os seus próprios erros e, extremamente intolerante para com os erros alheios.
            Os imperativos expostos acima são mandamentos claros e simples, extremamente profundos por sua objetividade e, portanto, praticamente excluem qualquer possibilidade de interpretação errônea.
            Na realidade, Deus, em Sua infinita sabedoria, jamais nos deixou à vontade para fazer uso da lei em prol de condenar quem quer que seja. “Ao contrário, se a lei não aponta, antes de tudo, para mim mesmo, então, definitivamente, não compreendi o seu propósito e, consequente e inevitavelmente, farei uso equivocado dos preceitos divinos, julgando aos outros e difamando-os, descumprindo o que nos é dito pelo apóstolo Paulo em (1Tm 6.3-5).
            Exortando aos gálatas o apóstolo Paulo diz “Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros" (Gl.5:15), é interessante notar que esta exortação está no contexto do uso da liberdade e, nesse caso, Paulo faz questão de ensinar que a liberdade que em Cristo o crente tem, é limitada pelo amor. Ele explica: Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Gl. 5:13-14) e, completa dizendo:Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl. 5:16).
            Naturalmente, a linguagem usada no verso “15”, é altamente figurativa, embora não seja obscura. “Morder e devorar uns aos outros”, ao ver do Apóstolo, refere-se às contendas no seio da Igreja, cujos resultados são enormes feridas que deixam cicatrizes profundas que marcam vidas e Igrejas, às vezes, para sempre.
            Certo escritor disse: "Quando cães e lobos se mordem, agem conforme suas naturezas, mas sem dúvida, é triste ver as ovelhas fazendo o mesmo". O mesmo escritor disse: "Preferia ser mordido por um cachorro fora do aprisco, do que por uma ovelha dentro dele. A mordida de um crente é mais cortante do que qualquer outra".
            A não obediência aos mandamentos recíprocos pode ferir, de morte, a Igreja, pode torná-la em “pedaços mais rápido do que qualquer ataque de homens e/ou demônios vindos de fora”. “Brigas e contendas impedem a edificação por dentro e a conversão por fora”.
            Como servos do amor devemos ser (em todas as circunstâncias) criteriosos em nosso modo de criticar, avaliar, julgar e questionar atitudes dos outros, inclusive, ao recebermos alguma informação negativa sobre a vida ou atitude de alguém. Sobre esse assunto Charles Spurgeon disse: “Não creia em metade do que você ouve; não repita metade do que crê; quando ouvir uma notícia negativa, divida-a por dois, depois por quatro, e não diga nada a respeito do restante”. O crente não pode esquecer em nenhum momento de que só Jesus Cristo é Juiz (At. 10:42; Tg 4:12).
            Penso que obedeceremos aos mandamentos recíprocos quando orarmos como Davi: “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Sl 141:3) e mais: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!” (Sl 19:14). Somos servos por amor!
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá

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