terça-feira, 28 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
FAMÍLIA CRISTÃ: IGUAL, PORÉM DIFERENTE! SOB O NOVO MANDAMENTO.
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:34-35)
Em pastorais anteriores, vimos que nos planos de Deus, a família é extremamente relevante e tem insubstituível papel na formação saudável de todos que a compõe.
E nesse contexto a Bíblia deixa claro que é “propósito eterno de Deus ter uma família de muitos filhos iguais a Jesus” e, Ele tem chamado a muitos, para no seio da Igreja, ser essa família.
A Igreja é uma família de famílias, planejada por Deus para ser lugar de bênção, de cura, de relacionamentos, de crescimento, de amor, de misericórdia e vínculos eternos. Nós somos membros dessa família e, no contexto da Igreja, somos chamados para vivermos em comunhão, unidos no Espírito Santo em perfeito amor, crescendo juntos “naquele que é a cabeça, Cristo”.
É fato que o pecado não deixou nada intacto nem no homem e nem no universo, tudo foi contaminado. Nenhuma família é perfeita e nesse sentido, todas são iguais. Contudo, as famílias que vivem sob o novo mandamento, são diferentes.Infelizmente, as imperfeições existem! Não existe Igreja (“visível”) perfeita! Entretanto, sob o novo mandamento, a Bíblia nos desafia a vivermos, na Igreja, uma experiência diferente. As imperfeições podem ser superadas, as fraquezas podem ser fortalecidas, o incompleto pode ser completado, as barreiras podem ser derrubadas, o passado pode ser vencido (no presente) pelas certezas do futuro.
A Igreja é lugar de relacionamentos mútuos, que visam à unidade do corpo e a edificação de cada membro, como explica o apóstolo Paulo: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor,no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito (Ef2:19-22 e Ef 4:15-15).
À luz da Bíblia podemos ver que a proposta de Deus para a eficácia dos relacionamentos na “família da fé” (a Igreja) está na mutualidade. Na “família de Deus”, a experiência de cada membro é uma via de mão dupla, de mutualidade.
Como membros do “corpo de Cristo”, da “família de Deus”, somos também, “membros uns dos outros” e, portanto, inevitavelmente, temos responsabilidades mútuas. Não é sem propósito que a Bíblia diz: “alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” e “exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” e, completa com severa advertência:“se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos” (Rm 12:15; Hb 3:13; Gl 5:15).
Já sabemos que enquanto o pecado fizer parte da nossa história, os problemas e conflitos existirão e sempre dificultarão os nossos relacionamentos. Não há dúvidas de que a mutualidade é a resposta de Deus para que os Seus filhos (os membros da Sua família) construam relacionamentos saudáveis e vivam como Ele quer.
Biblicamente, quando falamos de mutualidade, como proposta de Deus para vencermos a crise de comunhão, o pragmatismo e a superficialidade e, experimentarmos um nível (uma dimensão) mais elevado da vida cristã, com verdadeira “exortação em Cristo, consolação de amor, comunhão do Espírito [e] entranhados afetos e misericórdias”, estamos falando dos “mandamentos recíprocos”.
Os mandamentos recíprocos (em número de 40 ou 25 ou 15 conforme a visão do biblicista), caracterizados no Novo Testamento com a expressão “uns aos outros”, têm muito a ver com as nossas “inter-relações” e indicam as nossas obrigações mútuas e as nossas oportunidades de expressar a vida em comum. Têm relação com as coisas que os cristãos devem fazer e/ou evitar mutuamente, a fim de preservarem “a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4:3).
Geralmente os mandamentos recíprocos são apresentados na forma positiva ou na forma negativa com, basicamente, quatro objetivos: valorizar os relacionamentos; preservar a unidade do Corpo; contribuir para o crescimento dos outros, e; promover o serviço cristão.
A Igreja como uma família é igual a todas as outras porque, como as demais, é formada de pecadores; contudo, concomitantemente, é diferente, e como tal, busca preservar a unidade, manifestar a diversidade e viver em mutualidade.
A Igreja como uma família é igual a todas as outras porque, como as demais, é formada de pecadores; contudo, concomitantemente, é diferente, e como tal, busca preservar a unidade, manifestar a diversidade e viver em mutualidade.
Assim sendo, a Igreja será diferente e fará a diferença à medida que compreender e praticar os mandamentos recíprocos. Nas próximas devocionais seguiremos meditando sobre os mandamentos recíprocos.Acompanhe-nas!Deus abençoe a nossa Igreja.
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá
terça-feira, 17 de maio de 2011
IP Cuiabá tem novo templo
Líderes da igreja convidam Prefeito para pré-inauguração
A Igreja Presbiteriana de Cuiabá, Mato Grosso, realizará no dia 31 de maio a pré-inauguração de seu novo templo.
No dia 10 de maio, representantes da IP Cuiabá e da Universidade Presbiteriana Mackenzie estiveram na Prefeitura da cidade para convidar o Prefeito, Francisco Galindo, para a cerimonia de pré-inauguração.
O novo templo da Igreja está sendo construído na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, mais conhecida como Avenida do CPA (Centro Político Administrativo de Cuiabá). O terreno foi cedido pelo Governo do Estado, com aproximadamente 32 mil m². Participaram do encontro o pastor sênior da Igreja Presbiteriana em Cuiabá, Rev. Marcos Serjo, e o presidente do Conselho Deliberativo da Universidade Mackenzie, Maurício Menezes, acompanhados de dois presbíteros da Igreja.
Rev. Marcos Serjo explicou que no novo templo, além da sede da Igreja, que terá capacidade para três mil pessoas, funcionará uma série de outras instalações, como centro de atividades sociais e a escola dominical.
O prefeito e os presbíteros conversaram sobre a história da Igreja Presbiteriana e da Universidade Mackenzie, e sobre a preocupação dos missionários presbiterianos em investir na educação.
Francisco Galindo disse conhecer e ter grande admiração pela história da Universidade Mackenzie, uma instituição comprometida com o ensino de qualidade. “A prefeitura de Cuiabá está sempre à disposição da Igreja e do Mackenzie. Conhecemos o trabalho que desenvolvem, sério e competente”, declarou o prefeito.
Rev. Marcos Serjo e Maurício Menezes desejaram ao prefeito uma administração bem sucedida. “Pode contar com a Igreja. Estamos orando para que o Senhor o guarde, o proteja, para que seja bem sucedido em seu trabalho”, declararam.
Ao final do encontro, o prefeito foi presenteado com uma série de publicações da Igreja e da Universidade. Como retribuição, os representantes da Igreja receberam um livro com fotos antigas de Cuiabá, das décadas de 1950 e 1960.
Vença o mal com o bem!
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”
(Romanos 12:21)
Com esta devocional, encerraremos uma série de oito pastorais sobre as virtudes cristãs recomendadas pelo apóstolo Paulo, como indispensáveis ao testemunho cristão.
Ao longo destas devocionais, vimos que a vida do cristão verdadeiro deve ser marcada pelo amor sincero e autruísta (sem hipocrisia, cordial e humilde, generoso, empático, abençoador, pacífico e pacificador); pela justiça prática (detestando o mal e apegando-se ao bem); pelo zelo no trabalho (com fervor e constância), e; pela firmeza na esperança em Cristo (com alegria, paciência e oração perseverante).
Por conseguinte, vimos, também, que a despeito das dificuldades, oposições, perseguições e sofrimentos de toda ordem, pelos quais, impreterivelmente, os crentes têm que passar, cada servo de Deus é exortado a enfrentar todas as circunstâncias com entusiasmo, alegria e oração, sem perder a esperança e, contrariando as características naturais do homem contemporâneo (2Tm 3:2-5), a generosidade e a solidariedade devem ser marcas visíveis da sua identidade cristã, especialmente, considerando a proximidade do fim, a volta do Senhor Jesus (1 Pedro 4:7-11).
Na realidade,o tema do amor no seio da comunidade cristã é a virtude que permeia todas as recomendações paulinas. Na visão do apóstolo, a Igreja deve ser uma comunidade de amor e os seus membros a personificação desse amor com todas as suas virtudes. Por causa do amor que deve permear toda a prática cristã, indistintamente dispensado aos irmãos, amigos e inimigos, o apóstolo conclui que é possível vencer o mal.
Segundo o apóstolo Paulo, a única e infalível arma capaz de vencer o mal, é o bem. O bem que é fruto do amor, que por sua vez, é fruto do Espírito Santo. O amor é o único poder com força para consumir e derrotar o mal. O propósito da prática das virtudes recomendadas, “das manifestações do amor, é o mesmo propósito de Cristo sobre a cruz: vencer o mal com o bem”.
Nesse contexto Sêneca (Lúcio AneuSêneca, filósofo romano 4a.C. – 65 d.C.) disse: “Vicient malos, pertinax bonitas”, ou seja, “derrota os males aquele que é teimosamente bom”, ou então, “a bondade constante derrota os males”. Em essência a principal exortação desta virtude é que devemos abster-nos do mal, pessoalmente; abominá-lo por princípio; e, vencê-lo na (e por meio) prática, cotidianamente.
“Nesta nossa vida, toda luta é contra a perversidade. Se tentarmos retaliar, admitimos que fomos enganados por ela. Mas se, ao contrário, ao mal revidarmos com o bem, demonstramos por esse mesmo ato um invencível equilíbrio do espírito. E esta é a mais gloriosa espécie de vitória” (Calvino). Ainda segundo o reformador, quem tenta “vencer o mal com o mal, talvez até consiga vencer seu inimigo com algum dano, mas tal coisa será sua própria ruína, pois, ao agir assim, estará participando da batalha do diabo”.
Paulo escrevendo aos Tessalonicenses disse: “Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos” (1 Ts 5:15) e, no mesmo contexto, admoesta aos Gálatas nos seguintes termos: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6:9-10).
Vencer o mal é possível e é o propósito divino para todos os crentes. O mal a ser vencido é prático e não ideológico, é real, presente e persistente. Fica claro que a ordem para vencermos o mal, pressupõe a prática do bem. O que o apóstolo quer dizer é que “aquilo que o crente faz é ainda mais importante do que aquilo que ele diz”. Por isso, somente venceremos o mal, com a prática do amor!
Por fim, a suma é: em tudo e em todo o tempo, o crente tem que ser bênção e abençoador, sem o direito de fazer qualquer acepção, esse é o exemplo deixado pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá
Vingar ou Amar? Sofrer o dano ou dar o troco?
“Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça” (Romanos 12:19-20).
Muitas vezes, quando feridos ou prejudicados por alguém, somos, naturalmente, envolvidos por um profundo desejo de justiça, que na realidade, lá no íntimo, consiste em retaliação, ou seja, em um desejo de vingança.
Justiça ou vingança? Sem dúvidas, o que separa a justiça da vingança é uma linha extremamente tênue e muitas vezes as confundimos.
No geral, conceitualmente, a justiça objetiva a preservação da vida e sempre visa o bem, mesmo quando ela se manifesta em forma de punição. Trata-se de uma “noção ética fundamental, sendo que por meio dela as relações humanas são regulamentadas”.
Todavia, a vingança consiste na retaliação contra uma pessoa ou grupo em resposta a algo que foi percebido ou sentido como prejudicial, na essência, sempre visa o mal e expressa desejos destrutivos. A vingança não busca acordos ou reconciliações!
Vingar ou Amar? Sofrer o dano ou dar o troco? Vindicar ou Vingar? Qual deve ser a postura do crente em Jesus Cristo? O que a Bíblia ensina? É nesse contexto que se encontra a presente recomendação do apóstolo Paulo.
Mais uma vez, Paulo ensina algo fácil de entender, mas difícil de praticar. Novamente ele usa o tema do amor no seio da comunidade cristã, como a virtude que deve permear todo o comportamento dos crentes e, por conseguinte, evitar o desejo natural de vingança, de dar o troco, de retaliação.
Segundo Calvino, o desejo por vingança jorra da mesma fonte que a soberba e o orgulho, a saber: “um amor desordenado voltado para si mesmo e um orgulho inerente que nos leva a uma excessiva indulgência para com nossos próprios erros, enquanto que nos revelamos intolerantes para com os erros alheios. Visto, pois, que esta enfermidade cria em quase todos um desejo frenético por vingança, mesmo quando sofrem as mais leves injúrias, o apóstolo nos ordena, aqui, a não cultivarmos o espírito de vingança, mesmo quando somos dolorosamente feridos, mas que deixemos a vingança com o Senhor”
“Não vos vingueis a vós mesmos, amados”. O que Paulo está requerendo é que a despeito da nossa inclinação natural, em nenhuma hipótese devemos buscar a vingança, ela sempre nos fará mal. O prazer da vingança sempre é efêmero e desaparece logo após o “acerto de contas”, dando lugar a destruição, ao vazio existencial, e muitas vezes ao sentimento de culpa e remorso pela dor causada intencionalmente no outro. Por outro lado, o apóstolo ensina que o caminho da reconciliação, do perdão, da tolerância e do diálogo pessoal franco, aberto e direto com o outro, sempre é a melhor e mais abençoada opção. Afinal, esse foi o exemplo do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
A admoestação enfática é: deixemos a vingança nas mãos de Deus! A prerrogativa da vingança é exclusiva de Deus. “[...] mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence à vingança”, significa “deixar com Deus a autoridade de julgar”. No entender de Calvino, “aqueles que planejam a vingança privam Deus desta autoridade, [...] porquanto Deus quis reservar este ofício exclusivamente para si”.
De fato, a justiça e a vingança pertencem a Deus e, desde os tempos de Moisés esta mensagem é colocada de maneira bem clara, senão vejamos:“A mim me pertence a vingança, a retribuição, a seu tempo, quando resvalar o seu pé; porque o dia da sua calamidade está próximo, e o seu destino se apressa em chegar. Porque o Senhor fará justiça ao seu povo e se compadecerá dos seus servos, quando vir que o seu poder se foi, e já não há nem escravo nem livre” (Deuteronômio 32:35-36; outros textos como:Is 34:8; 35:4; 61:1-3) e, “ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:30-31).
Inspirado por Deus, em sua sabedoria Salomão disse: “não digas: vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor e ele te livrará” (Pv20:22) e admoesta aos crentes a não se alegrarem quando virem o fracasso dos seus inimigos (Pv 24:17-21).
François (Escritor Francês e Duque de La Rochefoucauld, 1613-1680) disse: “A vingança procede sempre da fraqueza da alma que não é capaz de suportar as injúrias”. Nenhum crente tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos!
“Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber”. Na realidade Paulo repete a admoestação do verso 17 reforçando a idéia de que devemos amar a todos, inclusive, aqueles que nutem inimizade por nós, se necessário, socorrendo-os em suas necessidades básicas.
“Porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça”. Parafraseando R C Sproul, quando respondemos ao mal com bem, expomos os nossos inimigos à ira de Deus e, se eles persistirem em nos tratar de maneira perversa enquanto lhos pagamos com o bem o mal que nos fazem, aumentamos a culpa deles diante de Deus, isto é amontoar brasas vivas sobre suas cabeças.
Devemos resistir ao desejo de vingar e aprender a amar, inclusive, os que se declaram nossos inimigos.
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá
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