terça-feira, 22 de março de 2011

A SANTIDADE EXIGE MUDANÇA RADICAL (II Parte)


A SANTIDADE EXIGE MUDANÇA RADICAL (II Parte)

 “[...] e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim” (Romanos 7:1-25 leia todo o texto).

            Seguindo a tônica das mensagens anteriores, mais uma vez encontramos o apóstolo Paulo admoestando e exortando os crentes quanto à vida de santidade, pessoal e prática. Vimos anteriormente que todo aquele que viveu (e vive) depois de Adão, exceto Jesus, nasceu escravo no reino do pecado e de satanás. Contudo, por meio da nossa união com Cristo na Sua Morte, fomos libertos do reino de satanás e do domínio do pecado e, colocados no Reino de justiça para a santidade.
            Entretanto, não podemos ignorar a verdade de que o pecado ainda habita em nós e procura dominar-nos, como Paulo tão vividamente descreveu: Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim”. No entanto, por outro lado, abençoadamente, embora os crentes ainda tenham esta propensão íntima para pecar, o Espírito Santo (“a divina semente”) está dentro de nós para fortalecer-nos no caminho da santidade pessoal e prática: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1ªJoão 3:9).
            Sabemos pelo estudo da Palavra de Deus e pela experiência pessoal que quanto mais descobrirmos sobre a força do pecado em nós, teremos mais condições para combatê-lo.
            Embora tenha sido destronado, derrotado e enfraquecido, o pecado ainda permanece em nós e a sua natureza não mudou. O pecado continua sendo pecado e permanece hostil a Deus e insubmisso à Sua vontade: “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Romanos 8:7).
            Assim sendo, temos em nosso coração um implacável inimigo da justiça e da santidade, em constante oposição ao nosso esforço pela causa do bem. Por isso, se quisermos ganhar a guerra contra esse inimigo interno, torna-se condição indispensável o conhecimento da sua natureza e estratégias. Senão vejamos:
            1. O pecado habita em nossos corações (Leia Marcos 7: 21-23 e, Gênesis 6:5 e Lucas 6:45). Na Bíblia, coração pode ter vários sentidos. Pode significar nossa razão ou compreensão, nossos afetos, emoções ou vontade. Em geral, indica a alma como um todo, englobando todas as suas faculdades. “A mente, quando raciocina, discerne e julga; as emoções, quando gostam ou desgostam; a consciência, quando determina e avisa; e a vontade, quando escolhe ou recusa, a tudo isso, chamamos de coração”. A Bíblia diz que o coração é ENGANOSO e INSONDÁVEL (para qualquer pessoa, menos para Deus: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”. (Jeremias 17:9-10 e 1ª Coríntios 4:5). Ninguém pode (exceto Deus) discernir, na essência, os motivos ocultos do coração.
            Pelo fato do coração ser enganoso, ele sempre usará as armas da desculpa e da racionalização para atenuar a realidade, os perigos e consequências do pecado. Sempre procurará cauterizar-nos em relação ao pecado. Sempre procuraremos contemporizá-lo em nossa prática. Todo cuidado é pouco! É exatamente neste coração enganoso e insondável que habita a lei do pecado. 
            2. O pecado se revela, em grande parte, por meio dos desejos e, quase sempre, se estabelece sorrateiramente. Desde o Éden, o homem tem dado mais ouvido aos seus desejos do que à sua razão.  Em nosso interior, diuturnamente, acontece uma verdadeira batalha entre os desejos e a razão, para influenciar a vontade. Quando cedemos à tentação (e pecamos), é porque o desejo venceu a razão na luta para influenciar a vontade. É claro que nem todos os desejos são maus. Paulo fala de desejos bons (Filipenses 3:10; Romanos 10:1 e Gálatas 4:19). Tiago deixa claro que quando somos vencidos pelos desejos da carne, pecamos e, o pecado por sua vez, gera a morte (Tiago 1:13-14).
            Por outro lado, a Bíblia deixa claro que o engano da mente é conseguido pouco a pouco.
            Sutilmente (quase sempre), somos afetados na seguinte ordem: no ânimo (uma das principais armas do inimigo é plantar o desânimo em nós. Ele sabe que se conseguir desanimar ou desencorajar o crente, a sua vitória é questão de tempo); na vigilância (por uma série de motivos o crente deixa de vigiar e, quando isso acontece, a derrota será iminente - “Estrangeiros lhe comem a força, e ele não o sabe; também as cãs já se espalham sobre ele, e ele não o sabe” – Oséias 7:9); na obediência (desanimado e displicente, a desobediência passa ser natural na vida do crente).
            Finalmente, a despeito de tudo, devemos lutar. A nossa luta contra o pecado ainda não chegou ao fim! Contudo, mesmo sendo o coração enganoso e insondável, mesmo sendo os nossos desejos (em sua maioria) contra nós, mesmo a nossa razão correndo o risco de ser enganada, DEVEMOS LUTAR (Mateus 26:41; Provérbios 4:23 e Marcos 7:21). Não tenha dúvidas, A SANTIDADE EXIGE MUDANÇA RADICAL. Que venha o verdadeiro avivamento!
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá-MT

Um comentário:

  1. Ola pastor Marcos , eu louvo a Deus pela abençoada mensagens que o senhor trouxe para aquele que ler estas explanações .visite meu site , se gostar , seja um participa-dor deste site recente , que comecei a desenvolver agora .Sou ovelha do pastor Rodrigo seu genro .
    Graça e paz

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