terça-feira, 17 de maio de 2011

A alegria que nasce da esperança, a paciência que nasce da adversidade, a oração que rega ambas!



 “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”
(Romanos 12:12 ARC)

                Nesta pastoral trataremos da terceira virtude recomendada pelo apóstolo Paulo, a saber: “regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes”. Na realidade, como expressou João Calvino (10 de Julho de 1509 - 27 de Maio de 1564), em seu comentário a respeito da carta aos romanos (páginas 448-449), “estes três conselhos se entrelaçam e parecem depender do anterior — ‘servindo ao tempo’. A pessoa que põe sua alegria na esperança da vida por vir, e suporta suas tribulações com paciência, também está pronta a dedicar-se ao tempo e se vale da oportunidade de marchar com vigor em busca de seu alvo”.
                Segundo Calvino, a mente do crente deve estar firmada no céu, para que experimente a verdadeira alegria que é sólida e plena. “Se a nossa alegria repousa na esperança da vida por vir, esta esperança gerará em nós paciência na adversidade, visto que nenhum sentimento de pesar será capaz de fazê-la sucumbir. Portanto, estas duas coisas se acham estreitamente relacionadas entre si: A alegria que nasce da esperança, a paciência que nasce da adversidade. Somente a pessoa que aprendeu a buscar sua felicidade para além deste mundo, com o fim de reduzir e aliviar as asperezas e amarguras da cruz com a consolação da esperança se sujeitará calma e tranquilamente a carregar a cruz”.
                Seguindo o raciocínio de Calvino, a alegria que nasce da esperança e a paciência que nasce da tribulação, somente são consolidadas pela prática perseverante da oração; assim sendo, “devemos permanecer constantemente em oração e invocar continuamente a Deus, para que ele não permita que nossos corações desmaiem e se misturem com o pó, ou seja, destroçados pelas calamidades. [...] Mesmos os mais fortes dentre nós são incapazes de suportar esses revezes, sem a frequente reaquisição destas energias. Mas a diligência na oração é o melhor antídoto contra o risco de naufragarmos”.
                Certamente, em muitos momentos (ou quase todos), a solução para suportarmos e vencermos as adversidades (tribulações e provas) está na “paciência - perseverança” que nos leva a continuar confiando em Deus fielmente, apesar das circunstâncias. “Escolher alegria através da esperança ao invés de desespero; escolher perseverança paciente nos tempos de aflição; e escolher fidelidade à oração são todas decisões da nossa vontade para confiar que, o Deus que ressuscitou Jesus dos mortos, também pode mudar as nossas circunstâncias, porque Ele ouve a nossa voz”. Não tenho dúvidas, de que esta é a solução!
                “Alegrai-vos na esperança”, na visão de Paulo, significa crer que todas as promessas se cumprirão e que a despeito das adversidades, como Jó, podemos nos alegrar na esperança da ressurreição, dizendo: "Eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25) e como Habacuque: “ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente” (Hb 3:17-19 e Tt 2:13).
                “Sede pacientes na tribulação”. Por “paciência – perseverança” (“πομένοντες” - “hupomenontes”), o apóstolo quer dizer: “estabilidade, constância, tolerância, a característica da pessoa que não se desvia de seu propósito e de sua lealdade à fé e piedade, mesmo diante das maiores provações e sofrimentos, com paciência espera por alguém ou algo lealmente”. A ideia de “paciência” não é aquela atitude de pessimismo e de passividade, comuns às pessoas que não podendo evitar o desagradável, enterram a cabeça na areia como a avestruz e esperam a tempestade passar. Não se trata de uma atitude ativa e resignada. Paulo estava indo para Jerusalém e sabia que cadeias e tribulações o esperavam (Atos 20.23), mas aprendeu a gloriar-se nelas (Romanos 5.3) e tinha a certeza de que elas não poderiam separá-lo do amor de Cristo (Romanos 8.35). Disse Tiago: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam”, e completa: “sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor. (Tg1:12 e 5:7).
                “Perseverai na oração”, significa que devemos estar prontos e continuamente ligados ao Senhor por meio da oração. A oração não é somente um meio de graça, mas, indiscutivelmente, a mais poderosa arma à disposição dos crentes (Sl 145:18).
                Pela fé o crente vê além dos sofrimentos, das provas e das tribulações e, por isso, alegra-se na certeza de que Deus cumpre as Suas promessas. “Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus” (2ªCr 20:15).
O nosso horizonte não deve ser limitado àquilo que é visível. (Hebreus 11.23-27; 2ªCoríntios 4.16-18).“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá

TRABALHE COM ENTUSIASMO E NÃO SEJA PREGUIÇOSO!



“No zelo, não sejais remissos, sede fervorosos de espíritos, servindo ao Senhor" (Rm12:11)

            Na lista das virtudes recomendadas pelo apóstolo Paulo na Epístola aos Romanos, encontramos: “No zelo, não sejais remissos, sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor". Como já vimos na pastoral introdutória, as virtudes recomendadas não se referem a atividades, mas à atitudes que, sem dúvida, tornam o cristão essencialmente diferente e apto para fazer a diferença em qualquer circunstância.
                Ao tratar do zelo, como virtude cristã, o que está realmente em foco, à luz do pensamento paulino, é a diligência e o fervor no que concerne às atividades do crente no serviço do reino (da Igreja local), em que se conserva zeloso em favor de toda atividade espiritual. Para o apóstolo Paulo o zelo faz parte integrante da espiritualidade genuína e funciona como o sal (o tempero) no caráter cristão. Sempre precisa existir na medida exata, nem de mais, nem de menos.
                Sobre o zelo, no Novo Testamento, comumente, são usadas duas palavras, a saber: “ζηλος”– “zelos”, que significa, “ardor, fervor de espírito, zelo, defender algo, interesse por uma pessoa ou coisa” e, também, pode significar, “fúria de indignação, zelo punitivo, rivalidade invejosa e contenciosa, ciúme”; e, “σπουδη” -“spoude”, que significa, “diligência, ou empenhar-se por algo, fazer com toda diligência, interessar-se com muita seriedade” e, também, “afobação, com pressa, ansiedade em executar algo”. No contexto do uso das duas palavras, pode-se perceber a existência de um zelo bom e outro mal, ou seja, um zelo positivo e outro negativo, um indispensável para o crente e outro proibido.
                Ao usar a palavra“σπουδη” -  “spoude”,no presente texto, Paulo a usa no sentido dediligência”, “interesse”, “cuidado”, “entusiasmo” pelas coisas de Deus, no trabalho do reino. Portanto, no sentido positivo. Essa mesma palavra foi usada por ele no verso 8 do mesmo capítulo, quando exortou os lideres a serem “diligentes” no exercício da liderança (da presidência). “O que preside, com diligência!”.
                “No zelo, não sejais remissos”. O adjetivo “remisso” pode significar: “descuidado, negligente, hesitante, tardio, desleixado, sem atividade, indolente, vagaroso, lento, tardo, pouco intenso, preguiçoso”.
                Ante ao exposto, “zelo” refere-se ao trabalho do crente no reino de Deus e, portanto, em relação a tal trabalho, ele não pode ser desleixado, indolente, vagaroso, pouco intenso ou preguiçoso. A tradução na linguagem de hoje captou bem esse sentido quando traduziu o texto nos seguintes termos: “Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos”.
                Paulo não está falando da falta de zelo pelas coisas de Deus, nem tão pouco, está exortando os crentes a terem zelo. O foco do apóstolo está na maneira de exercitar esse zelo. O desejo dele era que os crentes não fossem preguiçosos ou indolentes, nem indiferentes, mas, que fossem ativos e animados nas coisas e na causa do Senhor. A exortação de Paulo se coaduna com o conselho de Salomão: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Eclesiastes 9.10). Ele mesmo repete a mesma exortação em relação aos colossenses: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Colossenses 3.23).
                Paulo sabia que era possível fazer a obra do Senhor sem alegria, motivação ou entusiasmo, como que por obrigação. Sabia também, que muitos a fazia com tristeza, com “as mãos decaídas” (Hb12.12), ou seja, mãos enfraquecidas como resultado de cansaço ou desânimo, para o apóstolo, agir assim era negligência.
                Na parábola dos talentos, em Mateus 25.14-30, Jesus chamou de “negligente” (v. 26) aquele que aplicou mal o dinheiro do patrão. A palavra usada por Jesus é a mesma que Paulo usou para “remisso” “οκνερος” – “okneros”. Em ambos os casos, fica claro que o problema não era a falta de serviço, mas, como o mesmo deveria ser executado. O risco era a falta de motivação, de entusiasmo (interesse, primazia) pelas demandas (o trabalho) do reino.
                No geral, temos vivido uma época de muito pouco entusiasmo para com as coisas de Deus. Muitos não têm tratado o trabalho do reino com a devida urgência e relevância. Na prática, muitos talentos e dons, têm sido enterrados, negligenciados.
                Para combater essa apatia, Paulo completa a sentença: “sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor". Já vimos que é possível fazer a obra do Senhor de maneira indiferente, sem entusiasmo. Porém, Deus quer que sejamos fervorosos em espírito, que o nosso coração esteja cheio de fervor ao servirmos em Seu reino.
                A palavra fervor (“fervorosos”) “ζεω” – “zeo”, pode significar “ferver, ser quente, espírito fervoroso, dito de zelo para o que é bom, desejo muito intenso; entusiasmo; paixão; fanatismo”. Ela descreve o espírito em estado de chamas, que arde. Apolo era um servo que tinha um espírito fervoroso (Atos 18.25). É assim que Deus quer que O sirvamos, com um entusiasmo espontâneo. “Aqui está o antídoto contra a indolência espiritual: ser quente (entusiasmado) no espírito”.
                “Servindo ao Senhor”. A Bíblia deixa claro que o trabalho do Senhor em Seu reino, não é opcional, do tipo ponto facultativo, “vai quem quer”, mais sim, imperativo. Na qualidade de servos, comprados pelo Seu sangue, é nossa obrigação fazê-lo!Sendo assim, servir a Cristo é uma obrigação que deve ser cumprida com alegria e fervor (entusiasmo).
                Finalizando, do que foi dito acima a conclusão é simples: quem não é remisso no zelo, ou seja, preguiçoso (negligente, desleixado, indolente) no trabalho da Igreja, mas fervoroso de espírito, esse sim, verdadeiramente serve ao Senhor!Seja qual for o seu serviço no reino de Deus, faça-o com muito entusiasmo e bem feito (Colossenses 3:23; 1 Coríntios 15:58).


Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá


terça-feira, 22 de março de 2011

A SANTIDADE EXIGE MUDANÇA RADICAL (II Parte)


A SANTIDADE EXIGE MUDANÇA RADICAL (II Parte)

 “[...] e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim” (Romanos 7:1-25 leia todo o texto).

            Seguindo a tônica das mensagens anteriores, mais uma vez encontramos o apóstolo Paulo admoestando e exortando os crentes quanto à vida de santidade, pessoal e prática. Vimos anteriormente que todo aquele que viveu (e vive) depois de Adão, exceto Jesus, nasceu escravo no reino do pecado e de satanás. Contudo, por meio da nossa união com Cristo na Sua Morte, fomos libertos do reino de satanás e do domínio do pecado e, colocados no Reino de justiça para a santidade.
            Entretanto, não podemos ignorar a verdade de que o pecado ainda habita em nós e procura dominar-nos, como Paulo tão vividamente descreveu: Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim”. No entanto, por outro lado, abençoadamente, embora os crentes ainda tenham esta propensão íntima para pecar, o Espírito Santo (“a divina semente”) está dentro de nós para fortalecer-nos no caminho da santidade pessoal e prática: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1ªJoão 3:9).
            Sabemos pelo estudo da Palavra de Deus e pela experiência pessoal que quanto mais descobrirmos sobre a força do pecado em nós, teremos mais condições para combatê-lo.
            Embora tenha sido destronado, derrotado e enfraquecido, o pecado ainda permanece em nós e a sua natureza não mudou. O pecado continua sendo pecado e permanece hostil a Deus e insubmisso à Sua vontade: “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Romanos 8:7).
            Assim sendo, temos em nosso coração um implacável inimigo da justiça e da santidade, em constante oposição ao nosso esforço pela causa do bem. Por isso, se quisermos ganhar a guerra contra esse inimigo interno, torna-se condição indispensável o conhecimento da sua natureza e estratégias. Senão vejamos:
            1. O pecado habita em nossos corações (Leia Marcos 7: 21-23 e, Gênesis 6:5 e Lucas 6:45). Na Bíblia, coração pode ter vários sentidos. Pode significar nossa razão ou compreensão, nossos afetos, emoções ou vontade. Em geral, indica a alma como um todo, englobando todas as suas faculdades. “A mente, quando raciocina, discerne e julga; as emoções, quando gostam ou desgostam; a consciência, quando determina e avisa; e a vontade, quando escolhe ou recusa, a tudo isso, chamamos de coração”. A Bíblia diz que o coração é ENGANOSO e INSONDÁVEL (para qualquer pessoa, menos para Deus: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”. (Jeremias 17:9-10 e 1ª Coríntios 4:5). Ninguém pode (exceto Deus) discernir, na essência, os motivos ocultos do coração.
            Pelo fato do coração ser enganoso, ele sempre usará as armas da desculpa e da racionalização para atenuar a realidade, os perigos e consequências do pecado. Sempre procurará cauterizar-nos em relação ao pecado. Sempre procuraremos contemporizá-lo em nossa prática. Todo cuidado é pouco! É exatamente neste coração enganoso e insondável que habita a lei do pecado. 
            2. O pecado se revela, em grande parte, por meio dos desejos e, quase sempre, se estabelece sorrateiramente. Desde o Éden, o homem tem dado mais ouvido aos seus desejos do que à sua razão.  Em nosso interior, diuturnamente, acontece uma verdadeira batalha entre os desejos e a razão, para influenciar a vontade. Quando cedemos à tentação (e pecamos), é porque o desejo venceu a razão na luta para influenciar a vontade. É claro que nem todos os desejos são maus. Paulo fala de desejos bons (Filipenses 3:10; Romanos 10:1 e Gálatas 4:19). Tiago deixa claro que quando somos vencidos pelos desejos da carne, pecamos e, o pecado por sua vez, gera a morte (Tiago 1:13-14).
            Por outro lado, a Bíblia deixa claro que o engano da mente é conseguido pouco a pouco.
            Sutilmente (quase sempre), somos afetados na seguinte ordem: no ânimo (uma das principais armas do inimigo é plantar o desânimo em nós. Ele sabe que se conseguir desanimar ou desencorajar o crente, a sua vitória é questão de tempo); na vigilância (por uma série de motivos o crente deixa de vigiar e, quando isso acontece, a derrota será iminente - “Estrangeiros lhe comem a força, e ele não o sabe; também as cãs já se espalham sobre ele, e ele não o sabe” – Oséias 7:9); na obediência (desanimado e displicente, a desobediência passa ser natural na vida do crente).
            Finalmente, a despeito de tudo, devemos lutar. A nossa luta contra o pecado ainda não chegou ao fim! Contudo, mesmo sendo o coração enganoso e insondável, mesmo sendo os nossos desejos (em sua maioria) contra nós, mesmo a nossa razão correndo o risco de ser enganada, DEVEMOS LUTAR (Mateus 26:41; Provérbios 4:23 e Marcos 7:21). Não tenha dúvidas, A SANTIDADE EXIGE MUDANÇA RADICAL. Que venha o verdadeiro avivamento!
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá-MT

A SANTIDADE EXIGE MUDANÇA RADICAL





 “[...] 12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; 13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. 14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça [...] 20 Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. 21 Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte. 22 Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; 23 porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:1-23 leia todo o texto).

            Com o objetivo de animar e instrumentalizar os crentes (“eleitos”), “forasteiros da dispersão”, para que permanecessem firmes em meio às aflições e perseguições e, mantivessem uma conduta pura, digna daqueles que professam a fé em Jesus Cristo, o apóstolo Pedro exorta-os à santidade nos seguintes termos: “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1ª Pedro 1:13-16).
            Tal posição fundamenta ainda mais a nossa certeza de que a Igreja não conseguirá cumprir a sua missão eficazmente, se cada crente não buscar a santidade pessoal e prática.
            Da mesma forma o apóstolo Paulo, em todas as suas epístolas, consigna com clareza essa mesma verdade, ou seja, nunca experimentaremos o verdadeiro avivamento, se não pagarmos o preço da santidade pessoal.
            No texto áureo desta pastoral, mais uma vez, Paulo aparece admoestando e exortando os crentes quanto à vida de santidade, uma vez livres do pecado pela graça, é mister que cresçamos em santidade.
            A admoestação áurea é: em Cristo estamos mortos para o pecado e prontos para a ressurreição para a vida eterna. Logo, por estarmos mortos para o pecado, por meio da nossa união com Cristo, não podemos deixar que o pecado reine em nosso corpo mortal. Quando Paulo diz: “Mortos para o pecado”, ele quer dizer que “nós morremos para o domínio do pecado”. Antes de nossa união com Cristo, estávamos no reino de satanás e do pecado (Ef 2:2); estávamos sob o poder de satanás (At 26:18); do domínio das trevas (Cl.1:13); escravos do pecado (Rm 6:17, 20). Todo aquele que viveu (e vive) depois de Adão, exceto Jesus, nasceu escravo no reino do pecado e de satanás. Mas, por meio da nossa união com Cristo na Sua morte, fomos libertos do reino do pecado e transportados para o reino de justiça. Em outras palavras (literalmente): o crente, em Cristo, morreu para o reino do pecado e ressuscitou para o reino de justiça.
            Tudo isso, até agora, Deus em Cristo fez por nós, contudo, ainda estamos em nosso corpo mortal, a ressurreição do corpo para a vida eterna ainda não aconteceu, por isso, precisamos entender que a experiência de santidade não é um dom que recebemos, mas algo que somos claramente exortados a buscar com esforço.  “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal”, fica claro que esta é a nossa responsabilidade. É nosso compromisso!
            Em Cristo, fomos libertos do reino do pecado, portanto, o pecado não pode reinar em nós. Se o deixarmos reinar em nosso corpo mortal, ele transformará os instintos naturais do corpo em sensualidade, os apetites naturais em indulgências, as necessidades naturais de roupas e agasalhos em materialismo, os desejos naturais em imoralidades. Parafraseando o sábio Agur, filho de Jaque, escritor do capítulo 30 de provérbios, o pecado nunca se farta, nunca diz: basta!
            As forças espirituais funcionam mais ou menos como uma guerra entre duas facções naturais do mesmo território, lutando pelo controle do país. A facção vencedora assume o controle, a derrotada instaura uma guerrilha, não para de lutar, nunca se dar por vencida e, insistentemente tenta voltar ao poder. Assim acontece com o cristão, satanás foi vencido e o seu reino de pecado derrubado, mas, em nosso corpo mortal, instaurou uma guerrilha. Por isso, desde a conversão, o crente está em constante guerra contra o pecado.
          É fato que o pecado ainda habita em nós e, infelizmente, ainda pecamos (1ª João 1:8, 10), contudo, como diz o apóstolo João: Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado(1ª João 1:8, 10).
            Cristo já nos libertou do reino do pecado, agora, a responsabilidade de resistir o pecado em nosso corpo mortal é nossa. DEUS NÃO VAI FAZER ISSO POR NÓS. Ele já nos deu as ferramentas e o Seu Espírito habita em nós e nos fortalece com a força do Seu poder. Portanto, a busca pela santidade pessoal e prática é nossa responsabilidade. “[...] tendes o vosso fruto para a santificação”. Não tenha dúvidas, A SANTIDADE EXIGE MUDANÇA RADICAL. Que venha o verdadeiro avivamento!
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá-MT

A SANTIDADE É PARA MIM!


19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. 23 Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. 24 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. 25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima (Hebreus 10:19-25)

            Vimos na última pastoral que a santidade pessoal e prática é o grande prazer de Deus na vida do crente. A vontade de Deus é que sejamos santos como Ele é santo. Deus espera que cada cristão viva uma vida santa.
            Ser santo significa ser moralmente irrepreensível; significa ser separado do pecado e, portanto, consagrado a Deus. No contexto bíblico, o termo significa literalmente “SEPARAÇÃO PARA DEUS”. PORTANTO, SER CRISTÃO (CRENTE) SIGNIFICA OPTAR POR UMA VIDA DE SANTIDADE (Leia Filipenses 3:7-11).
            O desejo pela santidade precisa ser o oxigênio do crente, a grande razão para a sua existência terrena, bem como, o seu passaporte para a vida eterna. C. H. Spurgeon (1834-1892 - Pregador Batista Reformado, pastor do Tabernáculo Metropolitano, Londres, na Inglaterra), o “príncipe dos pregadores” dizia: “A graça de Deus não viola a vontade humana, mas triunfa docemente sobre ela. Ninguém, jamais, irá para o céu arrastado pelas orelhas. Nós iremos para lá de coração e porque desejamos”.
            Falando da circuncisão Paulo disse que ninguém era obrigado a circuncidar-se, contudo, “todo homem que se deixa circuncidar está obrigado a guardar toda a lei” (Gálatas 5:3).
            Da mesma forma, ninguém se torna crente na marra (pelo menos não deveria ser assim), contudo, todo aquele que faz o voto (a declaração) de fé (profissão de fé) e a sela com o simbolismo do batismo, ESTÁ OBRIGADO (ou se obrigou) A VIVER DE MANEIRA DIGNA DA FÉ EVANGÉLICA (Leia os textos: Eclesiastes 5:4; Lucas 9:62 e 2ª Pedro 2:22).
            Dentre os muitos compromissos, ser crente significa estar disposto a:
1). CHAMAR O PECADO DE PECADO – Já sabemos que a Bíblia não nos autoriza a contemporanizar. Pecado é pecado em qualquer lugar, circunstância ou dimensão. Pecado ofende a Deus e faz separação entre Ele e o homem. Pecado é uma barreira (redoma) que asfixia o pecador e consequentemente o conduz à morte (1ª Tessalonicenses 4:3-8 e 1ª Pedro 1:14-16);
2). OBEDECER A DEUS INCONDICIONALMENTE - Deus é e sempre será Deus. Soberano, Poderoso, Absoluto, Criador e Proprietário de tudo (Salmo 24:1), portanto, exige obediência incondicional e irrestrita, em todas as áreas da vida (Jeremias 42:6);
3). TESTEMUNHAR COM A VIDA – (Leia Filipenses 1:27 e Atos 1:8 8).
            SANTIDADE PESSOAL é questão de se estar disposto a chamar o pecado de pecado, não importando as circunstâncias ou motivações, é questão de se decidir obedecer a Deus em todas as áreas da vida, por mais insignificante que possa parecer (“importa obedecer a Deus” - Atos 4:19-20 e 5:29). Santidade pessoal significa assumir responsabilidade pelo pecado pessoal, reconhecendo que “viver pela fé” é se esforçar para mortificar o velho homem a cada dia e, concomitantemente, revestir-se do novo. Que venha o verdadeiro avivamento!
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá-MT

A SANTIDADE É PARA NÓS!


“Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Leia Romanos 6:1-14)

            Definir o que é avivamento espiritual, indiscutivelmente, é tarefa árdua e extremamente difícil. Contudo, não tenho dúvidas de que é exatamente isso que os crentes comprometidos mais querem. De fato, todos os crentes gostariam de ver e fazer parte de uma Igreja viva, comprometida, rica em “consolação de amor”, “comunhão do Espírito” e “entranhados afetos e misericórdias”.
            Em outras palavras, todos nós queremos uma Igreja avivada. Entretanto, somente a teremos quando cada um, individualmente, e todos, coletivamente, decidirem pagar o preço da santidade pessoal e prática.
            Nas últimas pastorais estudamos sobre o pecado e já sabemos que se trata de algo muito sério, com o qual não podemos brincar, nem tampouco, baixar a guarda. A luta contra o pecado é diuturna e o segredo para a vitória é a busca pela santidade.
            O conceito de santidade pode parecer um tanto arcaico para o nosso tempo. Para muitos, inclusive na Igreja, o termo evoca imagem de cabelos enrodilhados de trás da cabeça, semblante sisudo e compenetrado, saias compridas e meias pretas (vestuários ou aparências), ou aparece associado a determinados estereótipos e a chavões. Em alguns círculos, a santidade é identificada com uma série de proibições (não isso, não aquilo, etc...), em outros, com determinadas atividades (vigílias, jejuns, correntes de orações), que mesmo tendo significado e valor, não constituem a essência da santidade, da espiritualidade integral (veja Isaías 58).
            O termo “SANTO” aparece, em diversas formas, mais de 600 vezes na Bíblia. Ser santo é ser moralmente irrepreensível. É ser separado do pecado e, portanto, consagrado a Deus. O termo significa “SEPARAÇÃO PARA DEUS”. A Bíblia está cheia de orientações sobre a conduta apropriada aos que são separados (Fp 1:27). Contudo, para acatar estas orientações, é mister entender o conceito bíblico de santidade. E, a melhor maneira de fazer isso é notar como os escritores no NT usaram a palavra, senão vejamos:
            O apóstolo Paulo usou a palavra santidade em contraste com uma vida de imoralidades e impurezas (Leia 1ªTs 4:1-8 – Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais [...] porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.).
            O apóstolo Pedro a usou em contraste com uma vida voltada para os desejos ímpios (Leia 1ªPe 1:14-16 – “[...] segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento”);
            Ao usar a palavra santidade, o apóstolo João a usou em contraste com os que fazem o mal e são perversos (Leia Ap 22:11-12 – “continue o injusto [...] e o santo continue a santificar-se”).
            “VIVER UMA VIDA SANTA É, POIS, VIVER UMA VIDA EM CONFORMIDADE COM OS PRECEITOS MORAIS DA BÍBLIA E EM OPOSIÇÃO AOS CAMINHOS PECAMINOSOS DO MUNDO”. É um despir-se e um revestir-se ininterrupto (Ef 4:22-24 e Tt 2: 11-14).
            Contudo a questão é: se a santidade é tão básica para a vida cristã, por que muitos a negligenciam? Por que tantos cristãos se sentem derrotados em sua luta diária contra o pecado? Por que muitas Igrejas parecem mais conformadas com o mundo do que com Deus?
            Mesmo correndo o risco de simplificar demasiadamente, sugiro três motivos (problemas) básicos em resposta às perguntas acima, a saber:
1. Um conceito errado de pecado - Por não saberem o que é pecado, muitos não tratam o pecado como pecado.  Muitos classificam os pecados em duas categorias: OS INACEITÁVEIS E OS TOLERÁVEIS (sobre o pecado leia ou releia as pastorais anteriores); 2. Um conceito errado de obediência/desobediência - Hoje temos um conceito relativo de obediência e desobediência. Às vezes, tais conceitos são influenciados por condicionamentos sociológicos ou por conveniências. Não se leva em consideração a santidade de Deus e nem a exigência incondicional de obediência que Ela faz. Na prática, Deus não é Deus; 3. Um conceito errado do que significa “viver pela fé” - Para muitos, “viver pela fé” (Gl 2:20) significa não ter nenhuma responsabilidade e não fazer nenhum esforço em relação à santidade.
            Sem dúvidas, a fé em Cristo é a raiz de toda a santidade, bem como, que a fé é dom de Deus, contudo, as Escrituras ensinam que, para seguir a santidade, o verdadeiro cristão precisa de esforço pessoal e trabalho, bem como de fé.
            Finalizando, SANTIDADE PESSOAL é uma questão de se estar disposto a chamar o pecado de pecado. É uma questão de se decidir obedecer a Deus em todas as áreas da vida, por mais insignificante que possa parecer o assunto (“importa obedecer a Deus” – At 4:19-20 e 5:29). É uma questão de se estar disposto a assumir responsabilidade pelo pecado pessoal, reconhecendo que “viver pela fé” é se esforçar para mortificar o velho homem a cada dia e, concomitantemente, revestir-se do novo. Que venha o verdadeiro avivamento!
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá-MT

SOMENTE PELO SANGUE DE JESUS!




13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. 14 Porque ele é a nossa paz [...]” Ef  2:13-14. (Leia 1ªPe 1:13-21).

            Nas últimas três pastorais, face à nossa convicção de que a Igreja, para cumprir eficazmente a sua missão, precisa experimentar um grande e genuíno avivamento, tratamos do pecado, obstáculo natural ao sucesso da Igreja, tema que encerraremos nesta oportunidade.
            Nas respostas às perguntas 20 e 21 do Breve Catecismo de Westminster, o sistema presbiteriano de doutrinas esclarece, à luz da Bíblia, como Deus resolveu o problema do pecado, senão vejamos: PERGUNTA 20 – “Deixou Deus todo o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria? Tendo Deus, unicamente pela sua boa vontade desde toda a eternidade, escolhido alguns para a vida eterna, entrou com eles em um pacto de graça, para livrá-los do estado de pecado e miséria, e trazê-los a um estado de salvação por meio de um Redentor”. PERGUNTA 21 –“Quem é o Redentor dos escolhidos de Deus? O único redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus Cristo que, sendo o eterno Filho de Deus, se fez homem, e assim foi e continua a ser Deus e homem em duas naturezas distintas, e uma só pessoa, para sempre”.
            Penso que as respostas acima, além da profundidade teológica, se tornam ainda mais relevantes e apropriadas quando consideradas no contexto do natal e, mais particularmente, no contexto da celebração da santa ceia, da comunhão dos santos.
            Já sabemos que Deus não poderia simplesmente passar por cima do pecado, como exclamou o poeta e escritor português Guerra Junqueiro (1850-1923) em um de seus famosos poemas: “o justo não perdoa!”, “o justo faz justiça!”. De fato, sendo Deus absolutamente justo, não poderia ignorar o pecado. Sem dúvidas, a afirmação do poeta é extremamente verdadeira e foi exatamente esse, antropomorficamente falando, o grande dilema de Deus, visto ser Ele, em Seu ser, justo e perdoador (amoroso). Justiça e Amor são atributos inerentes ao ser de Deus.
            Por outro lado, a redenção do estado de pecado, a salvação do pecador, somente poderia ser efetivada “por meio de um Redentor”. Daí, ter sido a cruz, o grande milagre capaz de conciliar os atributos de amor e justiça, absolutos em Deus.
            O pecado ofendeu a santidade de Deus e isso exige reparação e o homem falido não poderia prover tal compensação, visto que, o seu débito é tão grande e ofende tanto a santidade de Deus, que jamais poderia prover o pagamento necessário. MESMO QUE VIVÊSSEMOS PERFEITAMENTE RETOS DESDE AGORA ATÉ A NOSSA MORTE, A DESONRA A DEUS PERMANECERIA.
            Todavia a humanidade precisa prover a compensação, depois de cometida a ofensa. Assim sendo, apenas Deus poderia providenciá-la e teria que ser concretizada por um homem. A SOLUÇÃO FICA COM ALGUÉM QUE É TANTO DEUS COMO HOMEM. É na cruz que Deus resolve o problema, nela Ele foi totalmente justo (puniu em Cristo todo o pecado da raça humana – Is 53) e, totalmente amoroso (Jo 3:16).
            O homem em seu estado natural de pecado e miséria está sob o domínio de Satanás e totalmente alienado de Deus. Conforme o apóstolo Pedro, no estado de pecado os homens são escravos do pecado, pertencem a um senhor que os conquistou e os subjugou e que pode conduzí-los a uma escravidão ainda maior.
            Neste contexto, Pedro está ensinando que Jesus Cristo entrou no mercado escravos e por Sua livre e soberana vontade revolveu comprar alguns, redimindo-os e "libertando-os das trevas e transportando-os para o reino de seu amor". A visão e intenção do apóstolo é ensinar tanto sobre a necessidade de um redentor ("comprador"), quanto sobre a o preço desta redenção.
            A palavra que o apóstolo usou para "resgatados" implica ação, trata-se de um ato de libertar, tornar livre.  A palavra enfatiza a ideia de que era necessária uma compra e, Jesus a efetivou! Aquele que já nos possuía por direito de criação, nos comprou para Si mesmo, pagando o preço com o Seu próprio sangue. Chamamos tal pagamento de Expiação Vicária. Ao invés de insistir na expiação pessoal do homem (o que não contrariaria a Sua justiça), Deus, soberanamente, designou um "vicário" (substituto), Jesus Cristo, para tomar o lugar do homem, e este vicário, expiou o pecado da humanidade e efetuou a redenção eterna para o homem, reconciliando-o com Deus. A expiação antecede ao perdão. Sem a expiação Deus não poderia perdoar o homem. Por isso se diz que "Sem derramamento de Sangue não há remissão" (Hb 9:22).
            Diante do exposto, o contexto do natal e o dia da ceia do Senhor, constituem oportunidades mais que especiais para anunciarmos que aquele que nasceu em Belém nasceu em nossos corações por meio de sua morte na cruz, legando-nos um novo e eterno relacionamento com Deus. Que venha o verdadeiro avivamento!
Pr. Marcos Serjo
Pastor Sênior da IPB Central de Cuiabá-MT

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